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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Falta de Crises Existenciais


Rivers Cuomo é um cara feliz!

Aos 39 anos, ele já não é mais o adolescente inseguro de antigamente.
Casado e com uma filha de 2 anos, suas crises amorosas são coisas do passado.
A onda "ser nerd é ser legal" o transformou de um garoto sem traquejo social dos anos 90 a um astro pop.
Se antes o Weezer era uma banda sem nenhuma imagem comercial, hoje ela é referência estética para qualquer grupo que quer ser chamado de "alternativo".
Enfim, faz um bom tempo que Rivers Cuomo abandonou todas suas crises existenciais.

E isso acaba ficando claro nas músicas que ele compõe!

No novo CD do Weezer, o Raditude, ele ainda escreve sobre amor, sobre romances... mas falta exatamente aquilo que fez dos dois primeiros álbuns da banda insuperáveis:

Sinceridade!!

O sentimento que Rivers colocava em todas as músicas do Weezer, mesmo naquelas sobre garagens ou querer ir para o trabalho em uma prancha de surf, simplesmente desapareceu.

Ouvir o Rivers Cuomo dizendo coisas como "I can't stop partying" é como imaginar o Marilyn Manson cantando músicas do padre Marcelo Rossi. Letras como a de "The Girl Got Hot" tem a profundidade de uma tábua de passar. A faixa "In The Mall", escrita pelo batera Pat Wilson e única não escrita pelo Rivers, poderia até fazer sentido para a nossa juventude dos anos 90 - quando passar o dia dentro de um shopping era a coisa mais legal do mundo e até criou uma tribo à parte, os Mallrats - mas hoje soa datada e patética.

Fica claro que a banda agora tenta dar muito mais destaque às músicas que às letras. Só isso pode explicar a inclusão de TRÊS músicas antigas e já lançadas nos álbuns Alone I e II, com gravações caseiras do Rivers. Repagnadas, elas até podem soar diferente, mas apenas mostram que a banda talvez não tenha mais nada a dizer. E dessas 3, não entendo a escolha de "I Don't Want to Let You Go" para fechar o disco. A música é idêntica a "Pig", lançada nos extras da versão Deluxe do CD anterior, o Red Album... só que PIOR!!!
Fechando os negativos do álbum, o Weezer conseguiu lançar sua PIOR música em 17 anos de banda, a inexplicável "Love Is The Answer"... diga-se de passagem, outra composição antiga do Rivers e muito melhor gravada pelo Sugar Ray!!!

Mas nem só de pontos negativos é feito este post.
Apesar de algumas letras não fazerem jus ao Weezer de antigamente, a atenção especial às melodias e às músicas acaba compensando.
Além disso, algumas faixas mostram que a banda ainda consegue sim ser criativa, como "Trippin' Down the Freeway" e a melhor música do álbum, a já clássica "(If You're Wondering If I Want You To) I Want You To" (aquela música que me lembra o porque do Weezer ainda ser minha banda preferida. Ah, e é só clicar nela e assistir ao genial clipe dirigido pelo Marc Webb, diretor do também genial filme 500 Dias Com Ela, que a equipe Two Cold Fingers recomenda!!).
E como já é tradição do Weezer, o bônus da versão Deluxe tem verdadeiras pérolas, como "Run Over by a Truck" e "The Underdogs".


É difícil imaginar o Weezer fazendo algo tão bom quanto seus dois primeiros álbuns. Nós, os fãs, sabemos disso.
O problema é que a própria banda resolveu aceitar esse fato, e parece ter simplesmente parado de tentar.
No Red Album, a banda já mostrava falta de assunto, já tentava assumir personagens, como nas músicas "Troublemaker" e "The Greatest Man That Ever Lived"... mas de um jeito muito melhor, mais sincero e criativo do que no Raditude. Enquanto que no CD anterior essas músicas eram claramente um deboche irônico, agora soa apenas como uma vontade frustrada de ser o que não se é.
Aquele som cru e sincero do começo da banda desapareceu quase que completamente, dando lugar a um som mais produzido e forçado.

O Raditude não é um álbum ruim, longe disso.
Mas como é frequente na carreira da banda, ao final do CD acaba ficando um certo gosto amargo e uma certeza:

Poderia ter sido muito melhor...

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

O dia em que eu vi um show do Cine.


Sabe quando te fazem uma boa proposta?
"Vamos lá... Vai ser uma festinha exclusiva de não sei o que, tenho covintes... Vamos..."
Você pensa: "Caraca, que chique! CLARO que eu quero."
Daí você esquece que sua vida é um EPIC fail e que isso na certa é uma cilada.
Mas né?
A princípio era uma final de um festivalzinho de bandas, vocês sabem que a gente do TCF gosta dessas coisas.
Daí sabe quando alguém vem com aquela informação bacana quando já é tarde demais para cancelar tudo?
Pois é.
Janelinha do msn pisca, eu abro.
"Ah, na festa... vai ter show da banda Cine."


Depois de pensa em 'n' formas de sair dessa BAZINGA, acabei indo.
Numa noite de quarta feira, na esperança de conseguir ir embora antes deles ou algo assim.
As companhias eram agradabilíssimas, apesar de uma delas cantar "uôuô... eu te completo,baby!" repetidamente.
Chegamos atrasados, mas a tempo de ver a primeira banda.
Ok, já não gostei. Sei lá... uma coisa meio filho de CPM 22 com Capital Inicial.
Fui caçar bebida de graça.
Adivinha.
BAZINGA!
Então, pensei cá com meus botões... Ah, tá bom... Vou beber uma Stela e ser feliz.
No cardápio tinha Stela, mas eles tinham Stela para servir?
- não.

E cheia de alegria no meu coração eu prossigo minha noite com outra cerveja que não me agrada muito.

Acaba banda, entra o DJ.
Ótimo, por sinal... É só para me dar a sensação de que as bandas são piores?

Segunda banda. Vocal feminino e outros integrantes se achando galãs.
Vocais femininos são arriscados, a menina tem que ter muita personalidade para não soar como o que já existe ou forçado.
É, ela não tinha.
Juro que não sei se ela queria ser Pitty, Avril Lavigne, Amy Lee ou Ivete Sangalo.
E amiga, pedir para a galera cantar sua músic é muito fail quando você não é ninguém na noite, beijos.

Sou agraciada com as presenças sempre agradáveis (ou não) dos caras do Fresno, do Mister Lúdico e do vocalista do Vanguart. E ah, depois descobri que o cara estranho que passei meia hora tentando descobrir se era o vocalista do Cine, era o vocalista duma tal de Restart.

Cabô a menina sem graça e veio do DJ.
Música para os meus ouvidos, literalmente.

Veio a terceira e última banda.
Ok, eles tinham certo estilo. Até por isso esperei mais personalidade na música deles, mas não era ruim... Só não era ótima. Mas dentre as que estavam lá, com certeza a vencedora.
Os jurados acharam a mesma coisa.

Mas eles anunciaram antes do Cine? Nããããão. Claro que não. E tinhamos que ficar lá até saber quem vencia.

Eles entraram. Não se não estavam num bom dia fashion, mas aquelas roupas bizarramente coloridas foram deixadas de lado naquela noite e o vocalista parecia um menino... um menino estranho, mas um menino.
Mas assim que eles começaram a falar alguma coisa, eu perdi boa parte do desrespeito que tinha por eles.
Não me leve a mal... Ainda acho a banda ruim... Por que , gente... rimar "minha" com "minha e "sério" com "sério", é algo que você só faz quando de fato não espera respeito de ninguém.
Mas eles tinham algo que nem NXZero e Fresno tem: humildade.
Aliás, eles eram mais humildes que algumas bandas que estavam concorrendo.
Eles entraram no palco como se aquele show só com gatos pingados fosse o show da vida deles, sorriso enorme estampado no rosto e a dando a nitída impressão de o que eles queria era tocar e se divertir, não se divertir depois... se divertir ali, naquele palco. E isso é algo que eu respeito muito numa banda, a capacidade de se divertir com o que faz.
Eles são simpáticos, são moleques que sabem que estão tendo a oportunidade da vida deles e não tem atitudes arrogantes com é o que me passa as outras bandas emo mais famosinhas.

Portanto o que penso de Cine mudou.
Ok, a música ainda é uma droga... mas eles são caras legais.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

A Arte de Falar Mal


Nós, do Two Cold Fingers, não somos críticos no sentido "profissional" da palavra.
Tudo o que fazemos por aqui é dar a nossa opinião sobre música, mas não queremos que as pessoas entendam nossas opiniões como verdades absolutas.
Queremos apenas desabafar um pouco e deixar que os leitores do blog criem suas próprias opiniões, independente do que escrevemos por aqui.

Mesmo assim, é engraçado eu estar nervoso em escrever este post.
Sabe quando aquele seu amigo aparece animado com um texto que ele escreveu, ou com uma música que ele compôs, ou com uma pintura que ele produziu ou qualquer coisa do tipo? E vc não sabe ao certo como dizer que vc achou tudo aquilo PÉSSIMO?
Depois de tanto tempo falando mal de um monte de gente que eu não conheço por aqui, chegou a hora de eu falar mal de gente que eu conheço, e que talvez até venha a ler este post.
E não sei ao certo como fazer isso...

Mas acho que não tenho escolha.

A banda Ecos Falsos lançou seu segundo álbum, o Quase.
E fazia tempo que eu não me frustrava tanto.

Depois de um sensacional álbum de estréia, o Descartável Longa Vida, o Ecos Falsos mudou bastante.
O guitarrista/baixista/vocalista Felipe saiu da banda, e acabou substituído por dois outros integrantes, acabando com um dos maiores charmes e diferenciais da banda: as trocas de instrumentos no palco. Além disso, boa parte da química e da dinâmica que existia no grupo - que era, provavelmente, um dos maiores trunfos do Ecos Falsos - simplesmente desapareceu com essa mudança.

Não sei o quanto isso tudo interferiu no álbum Quase, já liberado no site oficial do Ecos, mas são poucos os traços que lembram a banda que lançou um dos meus álbuns favoritos dos últimos anos. Parece que as melhores idéias foram gastas na divulgação e no lançamento do novo trabalho.
De 10 músicas, apenas 3 se salvam: a divertida Nós, a bacanuda Última Volta e a genial Spam do Amor, esta sendo a única que traz de volta a criatividade do álbum anterior. Escuta-la apenas torna ainda mais sentida a falta de canções fortes como Reveillon, O Bom Amigo Inibié, Última Palavra em Fashion e Sobre Ser Sentimental. Talvez a letra de A Revolta da Musa realmente tenha acontecido.
Mas o maior problema do álbum, até mais que as músicas fracas, provavelmente são os vocais. Músicas como Cafè La Petite Mort, Se Você Quer e O Segredo do Sucesso Para a Felicidade tornam-se insuportáveis de serem ouvidas. Quero dizer, REALMENTE insuportáveis!!
Outras, como O Boi e Quase, até são boas, mas não têm a cara da banda. Talvez funcionem melhor ao vivo.

É provável que a queda tenha sido maior por ser uma sequência de um álbum como o Descartável Longa Vida. O fato é que, independente disso, escutar a maior parte do álbum Quase é como escutar uma outra banda.
Já me cansei de elogiar o Ecos tanto aqui no blog quanto... no mundo real. Todas as mudanças na banda parecem ser calculadas para dar à banda uma aura mais "séria". Uma pena que isso acabou resultando em músicas que parecem ter saído de uma banda independente qualquer, e não dos Ecos Falsos.

Se eles resolverem continuar por esse caminho, é provável que a banda que eu gostava não volte mais.
Meu único consolo é que eu sempre posso encontrá-la naquele primeiro álbum.

E, bem... a esperança é a última que morre, certo!?


Ficou curioso?
Ecute o Quase no site www.ecosfalsos.com.br

domingo, 1 de novembro de 2009

We are Phoenix


Sabe, minha amiga Chris me deixou uma pérola de sabedoria antes de entrar de férias: "Escute Phoenix".

Confesso que de cara fiquei com um pé atrás, eu imaginava uma coisa bem eletrônica e vocês sabem que eu não sou muito chegada. Por fim a curiosidade venceu e eu escutei...
Carambolas! Adorei logo de cara, logo na primeira música do primeiro cd já achei interessante. Então fiz questão de dividir com vocês mais essa descoberta musical com meus amados três leitores.

Nossa, fica até feio usar a palavra "descoberta" para falar sobre essa banda francesa que existe desde 1999 e que lançou esse ano seu QUINTO cd, mas né? Atrasada que sou...

O Pheonix vem das mesma cena musical que produziu bandas como Air e Daft Punk, inclusive o guitarrista, Laurent Brancowitz, chegou a ter uma banda com os hoje integrantes do Daft Punk.

A música deles é beeeeem dançante mas o mesmo tempo gostosa de só se ouvir sabe? É daquele tipo perfeito para a balads no sábado à noite, mas também se encaixa perfeitamente num domingo de tarde... Achei versátil, coisa que eu ando achando raro nas bandas... Não que eu não escute Arctic Monkeys na balada e em casa, mas o Phoenix é diferente... O AM você dança mais porque gosta da música, o Phoenix não é só por isso sabe? É feita para se dançar. Não sei explicar...

Bom, como eu disse anteriormente... esse ano eles lançaram seu quinto álbum, o Wolfgang Amadeus Phoenix e do que eu ouvi, posso dizer que é muito bom... Mas a música que vou indicar para vocês conhecerem é lááááá do primeiro álbum, o United. Vou indicá-la porque simplesmente me apaixonei por ela e não consigo tirar do repeat (e de dançar no ponto de ônibus)! *__*

If I Ever Feel Better

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quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Então é isso.


Tentativa nº 1:

Dia 25 de setembro a equipe do Two Cold Fingers se uniu à equipe do Críticas Impagáveis e rumou para o shopping Frei Caneca, para assistir ao filme ao filme This Is It, documentário que revela os ensaios para aquele que seria o retorno triufal de Michael Jackson ao trono de Rei do Pop.
Compramos nossa pipoca, entramos no cinema, escolhemos ótimos lugares em uma sala praticamente vazia e, depois de assistir a cenas de sexo explícito na tela que erroneamente achávamos ser um trailler, percebemos que estávamos no filme errado... e no DIA errado, já que uma olhada mais cuidadosa no ingresso nos mostrou que a estréia do filme seria só em outubro...

Tentativa nº 2:

Dia 25 de outubro a equipe do Two Cold Fingers se uniu novamente à equipe do Críticas Impagáveis no shopping Frei Caneca para assistir ao filme This Is It.
Dessa vez nem chegamos a entrar no cinema para percebermos que nossa sessão seria apenas no dia 28...

Tentativa nº 3:

Dia certo, horário certo, cinema lotado!! o/

O filme começa com depoimentos emocionados dos dançarinos escolhidos para a turnê This Is It, que seria provavelmente a última turnê do MJ. Cada um diz o quão honrado se sentia apenas por se apresentar nos testes para alguém como o Michael Jackson em pessoa.
A impressão que passa é que o documentário apenas mistificará ainda mais a imagem já ultra-explorada do músico... impressão essa que se dissipa na primeira aparição do protagonista do filme. É então que você percebe que tudo o que está na sua frente é um dos maiores gênios da música de todos os tempos.

Em cerca de duas horas, o que vemos é um homem de um talento absurdo, lidando com seus músicos e dançarinos com delicadeza, se esforçando ao máximo para nunca ofender ninguém, sendo mimado sem rodeios por todos aqueles que o cercam e se divertindo mais que qualquer um daquela equipe.
É impressionante ver o quanto ele se envolve com o espetáculo, controlando o timing, a iluminação, a marcação, a produção. Definindo como deve soar cada instrumento com um perfeccionismo assombroso. Não é apenas um músico preparando seu show, é um performer preparando seu espetáculo, com a clara pretensão de ser o maior espetáculo já visto!!

É impossivel não sorrir ao ver o astro se divertir em uma grua como se fosse uma criança. Ou não sentir um nó na garganta ao ouvir seu discurso final à equipe. Ou conter algumas lágrimas ao assisti-lo interpretar clássicos como Beat It, Smooth Criminal, Black or White, Thriller, Earth Song e Man on the Mirror. E é impossível não se impressionar com o vocal perfeito (ainda que contido), como se ainda estivesse no auge. Durante todo o filme é surreal pensar que aquele homem que fez parte das nossas vidas e que aqui aparece tão cheio de vida e talento está morto. E você sabe que ele é insubstituível.
Ve-lo em sua roupa clássica, fazendo seus passos clássicos e cantando suas músicas clássicas é uma sensação intensa, e na sua cabeça tudo o que passa é "meu Deus, imagina ver isso ao vivo".
Independente de como seria se ele não tivesse morrido, esse filme é uma grande homenagem ao astro, aos seus fãs e principalmente à equipe dos shows, agora imortalizada.
O diretor Kenny Ortega faz milagre com o pouco tempo que tinha e amarra de forma perfeita um amontoado de imagens de making off.

O maior trunfo do filme é que, em menos de dois minutos, você acaba se esquecendo de todo o circo dos horrores montado em cima desse homem. Você esquece todas as esquisitices, todos os escândalos... Michael Jackson é talvez o personagem mais trágico do universo musical, mas não é isso que você vê na tela.


Em determinado momento, ele está parado ao fim de uma música, esperando as luzes diminuírem.
Pouco antes do escuro absoluto, a pouca luz ainda permite que vejamos seu rosto, sorrindo, como se fosse o rosto de uma criança.
Extremamente feliz por estar ali, de volta aos palcos, com todo o futuro pela frente.

E é assim que eu vou me lembrar do Michael Jackson.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

No! Why? Por que?


Uma notícia abalou o (meu) mundo essa semana: a matéria que saiu na Rolling Stone (que originalmente foi publicada no The Sun) sobre o novo álbum do Strokes.

Segundo a matéria, o Julian Casablancas teria dito que está havendo desacordo nas decisões sobre o cd e até teria dito a seguinte frase: "É estranho com a banda. Ter uma banda, na verdade, é uma ótima forma de estragar a amizade".

A matéria causou um leeeve frisson no mundo Strokiano, ninguém se abalou MUITO, na verdade. A maioria de nós sabe que o álbum já está em fase final e que o The Sun não tem lá muita credibilidade.

A parte do desacordo, na minha opinião, é plausível. Você coloca 5 caras diferentes, onde pelo menos 4 deles teve um projeto solo no hiatus da banda (aliás, 2 deles com projetos MUITO bem sucedidos e 1 deles prometendo muito sucesso) e manda eles gravarem juntos de novo... Levando em conta que antes as decisões da banda eram tomadas praticamente apenas pelo Julian. Como fica? Acha que ninguém vai querer dar pitaco, acha que todo mundo vai aceitar tudo quieto? Eu sinceramente acho que não existe um desacordo, mas que com certeza houveram discussões.

Já a segunda parte da história... Venhamos e convenhamos, quantas bandas existem por aí? E em todas elas será que ninguém é amigo de ninguém? Ok, conhecemos muitas histórias de brigas fenomenais entre membros de bandas (os Gallaghers não contam, eles brigam até com a própria sombra), mas muitas estão por aí há séculos e os integrantes são amigos.
Acho que o Strokes não se reuniria para fazer um cd se eles não fossem amigos, acho que eles não veriam propósito. Nenhum deles precisa disso. Albert estava ótimo sozinho, Fab estava indo muito com o Little Joy, Nikolai com um projeto elogiado, Julian com um álbum bacana a ser lançado e Nick... bom, o Nick estava feliz com sua mulher e seus filhos (e fazendo participações especiais).

O que nos resta é sentar e esperar, pelo visto bastante, porque o álbum do Julian não foi nem lançado ainda.
Ok, eu sei que vazou, mas vou esperar o meu chegar para comentar por aqui (ou não).

PS: Se você não entendeu o título do texto: http://www.youtube.com/watch?v=L5Z-RQ5a1cA

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Desabafo de um Velho


Eu estou velho demais para o mundo da música!!

Não sei se todos os leitores do Two cold Fingers sabem, mas... bom, eu sou um pseudo-músico!
Quer dizer, eu escrevo algumas músicas, toco alguns instrumentos, já tive uma banda que não deu muito certo e, claro, tenho o intuito de montar uma nova.
Mas é perturbador perceber que, quem sabe, eu já não esteja mais na idade disso!

Quer dizer, vejamos as bandas que estão por aí fazendo sucesso:

Bandas brasileiras como o Fresno, NxZero, Catch Side e Strike começaram com os integrantes ainda cursando o ensino médio, assim como o Arctic Monkeys.
Os membros do Strokes, do Kooks, do Los Hermanos e do Libertines formaram suas bandas com cerca de 20 anos.
Por Deus do céu, Alex Turner, Zach Condon, Lily Allen, Helio Flanders e Luke Pritchard têm a minha idade!

A MINHA IDADE!!!

Enfim, será que eu, com meus 23 anos, devo ainda manter as esperançar de ter uma banda e, com sorte, fazer disso a minha vida?
Sabe, a Hayley Williams (do Paramore) tem dois anos a menos que eu, e a Mallu Magalhães... nem vou falar da idade dela pra não me estressar mais ainda!!!
É frustrante ligar a televisão e assistir um clipe dos moleques de 12 anos da Banda Cine, ou fenômenos pops como Jonas Brothers, Mitchel Musso, Miley Cyrus e Demi Lovato.
Será que, pra fazer sucesso, é necessário começar cedo?
Quanto será que a qualidade realmente vale em um mercado que procura o jovem para jovens?

Bom, de um jeito ou de outro eu espero descobrir isso.
Daí eu conto por aqui.


(caceta, eu me sinto o Joey perguntando ao Chandler se as chances dele ser um bom ator diminuem por ele não ser tão alto quanto o cara do Meu Gigante Favorito... mas eu precisei desabafar um pouco, e como o post de hoje tava reservado pra crítica do filme Herbert de Perto - que eu não consegui assistir - me pareceu ser um bom espaço. mas prometo não encher mais o saco de vcs com minhas crises existenciais...!)